sexta-feira, 30 de abril de 2010

Comer, comer 2

Retomo o tema do post anterior para comentar sobre culinárias que acabei por esquecer de me referir.
A espanhola! Comi uma paella no almoço de páscoa esse ano (foto abaixo). Arroz com açafrão, camarão e tantos mariscos e mais coisas misturadas... Que combinação boa! Hoje almocei na cantina da FDUC e comi uma paella que aqui chamam de arroz a veneziana. Os portugueses nunca diriam estar se deliciando com uma comida espanhola =P

Acho que fui um pouco injusto com a culinária portuguesa. É certo que estamos cansados de comer sempre a mesma coisa nas cantinas, mas temos de reconhecer que Portugal deve ser o país da Europa que melhor se come pelo preço que se paga. Como minha experiência aqui é a de estudante posso falar bem das comidas das cantinas universitárias. O prato social de 2,15€ é uma boa opção, pois inclui sopa, pão, água, prato do dia (peixe, frango ou porco, dependendo da cantina e do dia), fruta ou arroz doce. Os melhores pratos, na minha opinião, são as almôndegas da cantina das sereias (2,90€), o bacalhau com natas da cantina verde (3,70€) e o peru recheado da cantina azul (4,60€).
Como o Berto comentou, o melhor prato que já comemos aqui foi o peixe ao molho de camarão do chef Nelson. Não posso deixar de falar também no macarrão que o Carioca fez pra gente e no frango descabelado que a Alice cozinhou no natal, huum.. Conheci bons chefs aqui.
Mas, retomei esse post também para dizer que na verdade tou com saudade da comida de casa. Luciana, pode ir preparando aí as receitas que vou chegar com fome heuheu.

sábado, 24 de abril de 2010

Comer, comer...


E já que estou na Mc Donald's, que apesar de tudo salva quando não se tem opções interessantes para comer ou elas são muito caras, vou fazer um post temático sobre a culinária que andei provando por aqui.
Portugal é famosa pelo bacalhau. A verdade é que o bacalhau comido em terras lusas é Norueguês. Já comi uns bons até. Destaco o bacalhau com natas. O da cantina verde é muito bom... Mas, o melhor bacalhau que já comi, sem dúvida, foi um na casa da tia Dulce em algum natal.
Em Londres tem comida de todo lugar do mundo. Em Camden Town eu experimentei uma comida tailandesa. Boa até. Comi sushi também perto da Piccadilly, mas não era nada extraordinário. O que mais comi mesmo lá foi fast food. Buguer King e Mc Donald's mais uma vez fazendo seu papel.
Na primeira vez que estive em Paris tive o desprazer de comer um Andouillette AAAAA (foto abaixo). É uma salsicha, que mais parece um pênis, feita com vísceras de porco. Só mesmo os franceses para apreciar isso. Outra coisa que eles gostam muito é de crepe doce, pelo menos isso é bom.

Achei a comida do Marrocos um tanto quanto parecida com a nordestina. Muita carne de carneiro e um tempero forte. Comi lá o Tajine, que na verdade é o nome da panela de barro em que o prato é feito. Pode ser de frango, carne bovina, caprina ou até mesmo um prato vegetariano. Outro prato típico de lá é o couscous, o cuscuz. Não é igual ao nosso, mas gostei. Não sei explicar bem como é. Assim como o tajine, pode ser feito com frango, carne bovina ou caprina ou acompanhar apenas vegetais.


Não tenho muito o que falar da comida da Holanda ou da República Tcheca, porque eu comprei comida no supermercado por lá. Comi até um prato em Praga, cujo nome não lembro, que parecia um assado de panela, mas com um molho doce. Em Berlim eles gostam de salsicha com muito curry. É boazinha.
A verdade é que em qualquer lugar da Europa a melhor opção é a comida italiana. Primeiro porque é relativamente barata. Depois porque você sabe o que vai comer: pizza, lasanha, ou macarrão. Não tem surpresa. E principalmente porque é sempre bom. Em todo lugar tem uma casa de comida italiana, para minha sorte...

Primavera com pais...

Nesse momento estou sentado numa mesa do lado de fora da Mc Donald's utilizando a internet dela e esperando a hora que vai abrir. Espero que seja antes de minhas mãos congelarem...
Acabei de deixar meus pais no aeroporto. Estão indo pra Roma. Eu volto pra Portugal. Meu voo será logo mais, então estou aqui fazendo hora...
Com certeza um dos momentos mais especiais da minha estada aqui no velho continente. Muito bom poder rever as criaturas que me botaram no mundo depois de tanto tempo distante.
Eles chegaram em Portugal no dia do aniversário da mamãe e de casamento deles. Nada melhor então do que comemorar com uma ida a Fátima (finalmente a cidade fez todo o sentido pra mim com a presença deles) e um bolinho depois em Coimbra.
No dia seguinte fomos a Aveiro e a uma casa de fado a noite em Coimbra. Terça foi dia de conhecer a faculdade, almoçar numa cantina da UC e visitar o Mondego.
Quarta eles foram rumo a Porto, enquanto eu assistia aula. E no dia seguinte fomos para Paris. E para quem já a achou bela no inverno é incrível como fica mais bonita ainda na primavera.
Abaixo algumas fotos.


quinta-feira, 15 de abril de 2010

Coming back to [real?] life

Foram quase três semanas de noites mal dormidas. Mas valeu a pena.
A viagem pro Marrocos com direito a fim de semana de Páscoa em Madrid e breve visita a Toledo foi sensacional. Estranho é depois de viajar não voltar pra casa...
E chegar com a incumbência de fazer um paper de uma matéria obrigatória sobre a análise de um Acórdão do Tribunal Constitucional português não foi nada fácil. Pra quem pouco tinha dormido em uma semana de viagem, ainda teria que virar noites para fazer o paper. Eu sequer tinha escolhido o Acórdão. Não gostei de nenhuma das sugestões levadas pela Dra. Benedita. O tema teria que envolver política, direito eleitoral, e poucos são os Acórdãos do TC português sobre isso e a maioria é bem chata. Então foi aquela correria, que infelizmente eu me habituei aqui =P
Apresentei ontem o paper. Não foi uma maravilha, mas gostei. Como me ative estritamente ao tema do Acórdão, sem fazer um paralelo com a realidade brasileira, até porque era um caso peculiar de Portugal, o da decisão, então os meus colegas brasileiros pouco comentaram, em compensação a Dra. Benedita estava inspirada e quase não deixava a gente sair pro almoço...
Depois da apresentação fiquei bem aliviado. Já foi o Canotilho, já foi a Benedita, agora é mais tranquilo... Segunda-feira papai e mamãe tão chegando aqui =)
Logo mais comento algo sobre impressões do Marrocos e de outros lugares por onde andei...
Fotos do kit paper: livros, notebook, coca-cola...

sábado, 27 de março de 2010

Going to Sahara

"Venho de um lugar
onde sempre se vê
uma caravana passar
vão cortar sua orelha [mudaram essa parte na versão do dvd, tsc tsc]
pra mostrar pra você
como é bárbaro o nosso lar.

Sopram ventos do leste
e o sol vem do oeste
seu camelo quer descansar.
Pode vir e pular
no tapete voar
noite árabe vai chegar.

A noite da Arábia
e o dia também
é sempre tão quente
que faz com que a gente
se sinta tão bem.
Tem um belo luar
e orgias demais.
Quem se distrair
pode até cair
ficar para trás."
(Noites da Arábia - Aladdin)

Não vai ser a Arábia. Não vai ser Agrabah ("cidade de mistérios, encantamentos..."). Mas vai ser em um país de língua árabe, no qual a etnia árabe representa 70% da população (segundo a wikipédia). Isso mesmo... Vou passar a semana santa em um país cuja população é 99% muçulmana (segundo a wikipédia também), o Marrocos, com direito a passeio pelo deserto do Saara...

***
Acordei com "Noites da Arábia" na minha cabeça. E cantando pra mim mesmo percebi algo curioso na letra: "o sol vem do oeste". Como assim? Ou já era tarde quando fizeram essa letra ou havia algo de errado com os pontos cardeais. Não era pro sol vir do leste? Não. A primeira alternativa é a correta. Preste atenção, a música é NOITES da Arábia. Na letra original em inglês fica mais claro que se trata do anoitecer ("WHEN the wind's from the east and the sun's from the west and the sand in the glass is right" [ampunheta]). A confusão se deu por causa da tradução. Mas sabe... hoje meu sol nasceu no Oeste. Curiosamente, Marrocos, segundo um site de turismo, significa a "Terra do sol poente".

quarta-feira, 10 de março de 2010

Mudança

Como eu disse no post anterior, nós (eu, Berto e Yuri) nos mudamos e foi esse o motivo de eu ter passado esse tempo sem postar nenhuma novidade aqui, pois não temos internet ainda na nossa nova morada (espero que por pouco tempo).
O processo de mudança foi meio conturbado. Isso porque nossa Senhoria não encarou muito bem nossa decisão de sair da casa de hóspedes dela. Mas, numa noite chuvosa de domingo, aproveitando que o Yuri tinha alugado dois carros (eu estava dirigindo o outro) para viajar com suas tias que estavam em Coimbra visitando-o, nos mudamos.
Toda mudança nos leva a uma reflexão. Juntar todas as minhas coisas, meu pequeno mundinho coimbrão, e colocar em malas e mochilas foi como fazer uma retrospectiva. Organizei cinco meses de experiências e transportei para uma casa nova.
Tudo coincidiu com o inicio do novo período de aulas. Uma "ressaca" pós viagem pelo inverno europeu marcada por re-encontros e despedidas. O novo projeto de ser saudável, comendo melhor e fazendo academia...
Aquele domingo chuvoso foi um marco. Se por um lado fiz uma avaliação de tudo que eu vivi por aqui. O tanto que eu perdi longe de casa e de pessoas que amo. O tanto que eu ganhei conhecendo, aprendendo... De outro lado tive a certeza de que sempre podemos mudar um pouco e mudar buscando sermos melhores.
"Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena."
Voltei ao ponto de partida.
Sou pequeno de corpo e alma, mas sei que valeu e valerá muito a pena.
Continuarei minha jornada. Terça-feira já tem apresentação na aula do Canotilho, vamos nessa.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Depois de uma boa viagem pelo inverno europeu estou prestes a iniciar o novo semestre de aulas do mestrado e com novos projetos e pensando também em mudança de lar.
O general do Bope, prof. Berto, nos levou para academia. Já iniciei a musculação. Projeto Arthur 2010 de pé, verão sarado heuheue.
A ideia de mudança de morada partiu também do prof. Berto que pesquisou enquanto eu e o Yuri estávamos viajando. Encontramos uma interessante, está terminando a reforma e vai ficar tudo novinho. Os quarto são menores e não teríamos uma empregada pra limpar a casa e a louça, mas ganharíamos em ter uma cozinha, uma varandinha e não dividiríamos andar com portugueses implicantes, sem falar na possibilidade de reduzir os gastos.
Quanto às aulas o projeto é não deixar papers pro final do período e nem deixar pra terminá-los no último dia do prazo hueheu. Tirei boas notas até agora. Então é continuar nessa balada, melhorar o que foi questionado e fazer um bom semestre pra já voltar pro Brasil com a base da tese.
Sobre a viagem por aqui eu conto nos próximos posts as impressões sobre os lugares por onde andei.